segunda-feira, 26 de junho de 2017

Luz da semana



Harmonia, bem-estar e realização são possíveis quando a consciência é universal e inclusiva, quando reconhecemos as necessidades de todas as coisas na vida e damos a elas espaço para expressar seu direito básico de ser. 
Quando as pessoas são exclusivas, quando o fundamento da sua identidade é baseada no ego e na superioridade, a harmonia se perde. A razão do conflito é sentir-se no direito de dominar ou suprimir outros por sentir-se melhor do que o outro. 
Mas a crença de suplantar os outros para provar o auto valor ou uma ideia, ultrapassa o princípio básico da vida: a complementaridade. Quando aprendemos a complementar e não competir, há paz e autorrespeito. 
Autorrespeito significa reconhecer-me como sou e cumprir o meu objetivo, sem prejudicar outros ou me comparar com outros.

(Brahma Kumaris)


sábado, 24 de junho de 2017

Porque hoje é sábado



Eu queria trazer-te uns versos muito lindos.
colhidos no mais íntimo de mim.
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir.
Sim! uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas e que estão escritas
do lado de fora do papel.
Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da poesia,
como uma pobre lanterna que incendiou.

(Mario Quintana)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Entre aspas



Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada e nesse meio tempo, lutamos para sermos donos de algo.
(Rumi)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Contando um conto



Era uma vez uma boneca de sal. após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: quem é você?
E o mar respondeu: sou o mar.
Mas o que é o mar?
E o mar respondeu: o mar sou eu.
Não entendo, disse a boneca de sal, mas gostaria muito de entender. Como faço?
O mar respondeu: encoste em mim.
então, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé. sentiu que começava a entender mas também sentiu que acabara de perder o pé, dissolvido na água.
Mar, o que você fez?!
E o mar respondeu: eu te dei um pouco de entendimento e você me deu um pouco de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.
Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava, e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava alguma coisa:
Afinal, o que é o mar?
Então, foi coberta por uma onda.
Em seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer:o mar… o mar sou eu!

(Alex Castro)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coisas d'alma



Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber.
Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.
(Ana Jácomo)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Palavras



Amar e reconhecer os defeitos dos que a gente ama; odiar e reconhecer as boas qualidades dos que a gente odeia; eis duas coisas bem raras sob o céu.
(Confúcio)