sábado, 24 de fevereiro de 2018

Porque hoje é sábado



Até morrer estarei enamorada
de coisas impossíveis:
tudo que invento, apenas,
e dura menos que eu,
que chega e passa.
Não chorarei minha triste brevidade:
unicamente alheia,
a esperança plantada em tristes dunas,
em vento, em nuvem, n'água.
A pronta decadência,
a fuga súbita
de cada coisa amada.
O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil.
(Cecília Meireles)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Contando um conto



Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre conhecimento e sabedoria.
O mestre disse-lhes: Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos 20 grãos de feijão, 10 em cada pé. Subam, em seguida, o monte que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
No dia seguinte, os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade, um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.
O outro subia naturalmente a montanha.
Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor, o outro, sorridente. 
Então, o que mais sofrera durante a subida perguntou ao colega: Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura? O companheiro respondeu: Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os 20 grãos de feijão.
(conhecimento não é sabedoria)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Coisas d'alma



Quando eu corro atrás do que eu acho que eu quero, meus dias são uma fornalha de stress e ansiedade.
Se eu sento na minha própria casa de paciência o que eu preciso flui para mim e sem dor.
A partir disto eu entendo que, o que eu quero também quer a mim, está a olhar para mim e me atraindo.
Há um grande segredo aqui, para quem pode compreender...

(Rumi)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Coisas d'alma



De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

(Ana Jácomo)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Palavras







Foi perguntado a um Santo Sufi o que é perdão. E ele disse:
É a fragrância que sai das flores quando são esmagadas.
(Rumi)