quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Contando um conto



Um Mestre budista viajava a pé com seus discípulos, quando reparou que discutiam entre si quem era o maior entre eles.
Pratico meditação há quinze anos - dizia um.
Faço caridade desde que saí da casa de meus pais - dizia outro.
Sempre segui os ensinamentos de Buda - dizia um terceiro.
Ao meio-dia pararam à sombra de uma macieira para descansar. Os galhos estavam carregados e vergavam até o chão com o peso das frutas.
Então, quando todos se calaram, o Mestre falou:
Vejam, meus discípulos, quando uma árvore está carregada de frutos, seus ramos se abaixam e tocam o chão. 
Desta maneira, o verdadeiro sábio é aquele que é humilde. 
Quando uma árvore não tem frutos, seus ramos são arrogantes e altivos. 
Desta maneira, o tolo sempre se crê maior que seu próximo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Palavras







O que muda a gente
não é o que a gente fala
é o que a gente cala.

(Mario Quintana)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Luz da semana




Todos os dias, tudo que precisamos é recarregar nossa bateria espiritual, caso contrário a luz da consciência fica fraca, os pensamentos ficam vagos, e as decisões são permeadas por dúvida. 
O poder está disponível dentro e fora. Dentro há luz radiante e pura. 
Isto é o que somos. 
No entanto, agora, isto está bloqueado por nossos apegos, crenças e percepções aprendidas. Mas fora de nós existe  a fonte. Ela é invisível aos olhos, mas está apenas a um segundo de distância de nós, quando conseguimos acalmar e concentrar a mente.   
A meditação nos conecta com ambas as fontes de energia. Ela é o caminho para acessar as vitaminas e os minerais que o espírito almeja: a vitamina do amor puro e os minerais de verdade e sabedoria.
 (Mike George)

sábado, 12 de agosto de 2017

Porque hoje é sábado






Pai, professor, amigo,
abençoadas as lembranças, que me permitem te encontrar toda vez que a saudade não encontra lugar.
 (Uti)


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Contando um conto



Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: Mas eu não sou um mendigo!
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz: inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.

(Trecho retirado do livro O Poder do Agora, Eckhat Tolle)