terça-feira, 15 de agosto de 2017

Palavras







O que muda a gente
não é o que a gente fala
é o que a gente cala.

(Mario Quintana)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Luz da semana




Todos os dias, tudo que precisamos é recarregar nossa bateria espiritual, caso contrário a luz da consciência fica fraca, os pensamentos ficam vagos, e as decisões são permeadas por dúvida. 
O poder está disponível dentro e fora. Dentro há luz radiante e pura. 
Isto é o que somos. 
No entanto, agora, isto está bloqueado por nossos apegos, crenças e percepções aprendidas. Mas fora de nós existe  a fonte. Ela é invisível aos olhos, mas está apenas a um segundo de distância de nós, quando conseguimos acalmar e concentrar a mente.   
A meditação nos conecta com ambas as fontes de energia. Ela é o caminho para acessar as vitaminas e os minerais que o espírito almeja: a vitamina do amor puro e os minerais de verdade e sabedoria.
 (Mike George)

sábado, 12 de agosto de 2017

Porque hoje é sábado






Pai, professor, amigo,
abençoadas as lembranças, que me permitem te encontrar toda vez que a saudade não encontra lugar.
 (Uti)


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Contando um conto



Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: Mas eu não sou um mendigo!
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz: inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.

(Trecho retirado do livro O Poder do Agora, Eckhat Tolle)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas d'alma



Dia após dia, desde o início dos tempos, a luz renasce a cada manhã. 
Os primeiros clarões da alvorada se infiltram nos jardins de flores, espalhando no coração dos botões recém-nascidos uma mensagem de esperança: Você ainda o ignora, mas logo suas pétalas se abrirão, seu perfume se difundirá e também você se revelará em toda a sua beleza.
(Rabindranath Tagore)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Palavras



[…] A esperança é de que, distantes da pantomima do poder, os sonhos não tenham morrido. Como na história da Bela Adormecida, eles dormem, mais profundos que pesadelos do cotidiano. E um dia acordarão. 
E o povo, possuído pela sua beleza esquecida, se transformará em guerreiro e se dedicará à única tarefa que vale a pena, que é a de transformar os sonhos em realidade. 
Esta é a única política que me fascina.

(Rubem Alves)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Luz da semana



Todas as vezes que você perdoa, o universo muda; cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma, a cada gentileza e serviço, visto ou não visto, os propósitos de Deus são realizados e nada jamais será igual.
(do livro A Cabana)

sábado, 5 de agosto de 2017

Porque hoje é sábado

Não existo.
Começo a conhecer-me.
Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

(Álvaro de Campos)

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Entre aspas



O eixo da calmaria é o teu coração. É aí que Deus vive dentro de ti. 
Portanto, para de procurar respostas no mundo. Limita-te a regressar a esse centro e aí encontrarás a paz.
(Elizabeth Gilbert)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Contando um conto



Ouvi uma antiga parábola - deve ser muito antiga, porque naquela época Deus costumava morar na Terra...
Um dia um velho fazendeiro veio a Deus e disse: Olha, você pode ser Deus e ter criado o mundo, mas preciso lhe dizer uma coisa: você não é fazendeiro, e não sabe nem o abc da agricultura. Você tem muito o que aprender.
Deus disse: O que você sugere?
O fazendeiro respondeu: Dê-me um ano e permita que as coisas sejam de acordo comigo, e veja o que acontece. Não haverá mais pobreza!
Deus concordou, e um ano foi dado ao fazendeiro. Naturalmente ele pediu o melhor, pensava somente no melhor - nada de trovões, nada de ventos fortes, nenhum perigo para a safra.Tudo confortável e aconchegante, e ele estava muito feliz. O milho estava crescendo tanto!
Quando queria sol, havia sol, quando queria chuva, havia chuva, o quanto quisesse. Nesse ano, tudo estava certo, matematicamente certo. O trigo crescendo tanto...
O fazendeiro ia a Deus e dizia: Olhe! Dessa vez a safra será tão grande, que por dez anos, mesmo que as pessoas não trabalhem, haverá comida suficiente!
Mas quando fizeram a colheita, não havia grãos. O fazendeiro ficou surpreso.
Ele perguntou a Deus: O que aconteceu, o que saiu errado?
Deus disse: Por não existir nenhum desafio, nenhum conflito, nenhuma fricção, já que você evitou tudo de ruim, o trigo permaneceu impotente. Uma pequena fricção é uma necessidade. As tempestades são necessárias, os trovões e os raios são necessários. Eles agitam a alma dentro do trigo!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Coisas d'alma



Para que a existência valha à pena […] questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(Lya Luft)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Palavras



Aquilo que foi é o que virá a ser, e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo sob o sol.
(Eclesiastes 1:9)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Luz da semana



Há momentos em que todas as respostas e explicações falham. Nesses casos, a vida deixa de fazer sentido. Ou, então, não sabemos mais o que dizer ou fazer quando alguém em aflição vem pedir-nos ajuda.
Ao aceitar completamente que não se tem explicações para tudo, desiste-se da luta para encontrar respostas através da mente racional e limitada, e é nessa altura que uma inteligência superior pode operar através de nós. Então, até mesmo a mente pode beneficiar com essa intervenção, uma vez que a inteligência superior aflui para o pensamento e inspira-o.
Por vezes, a entrega significa desistir de querer entender e aprender a conviver bem com o fato de não se saber tudo.
(Eckhart Tolle)

sábado, 29 de julho de 2017

Porque hoje é sábado



Moro entre o dia e o sonho.
Onde cochilam crianças, quentes da correria.
Onde velhos para a noite sentam
e lareiras iluminam e aquecem o lugar.
Moro entre o dia e o sonho.
Onde tocam claros sinos vesperais
e meninas, perdidas da confusão,
descansam à boca do poço.
E uma tília é minha árvore querida;
e todos os verões que nela se calam
movem outra vez os mil galhos,
e acordam de novo entre o dia e o sonho.
(Rainer Maria Rilke)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Contando um conto



Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o seu sonho.
Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
Mas que insolente - Gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me tal coisa? Fora daqui!
Chamou os seus guardas e lhe ordenou que lhe dessem cem açoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.
Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E, quando este saia do palácio, um dos guardas lhe disse admirado: Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque o primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Coisas d'alma



Gatos não morrem: mais preciso - se somem - é dizer que foram rasgar sofás no paraíso e dormirão lá , depois do ônus de sete bem vividas vidas , seus setes merecidos sonos .

Bolacha encerrou seu ciclo por aqui e foi viver toda sua doçura lá do outro lado do arco-íris, onde as almofadas são feitas de nuvens, onde o sol aquece seus sonhos.

terça-feira, 25 de julho de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Luz da semana



As diferenças entre intenções positivas e negativas são sutis e às vezes difíceis de detectar. O hábito de falar sobre os defeitos dos outros pode ou não fazer parte do nosso repertório, sendo considerado por muitos como algo normal. 
Provar que estamos certos, manipular as pessoas e esperar ser respeitado sem dar respeito, são outros exemplos de intenções negativas. 
Intenções positivas, por outro lado, são reconhecidas quando naturalmente respeitamos e ajudamos os outros, quando percebemos a singularidade e as qualidades dos outros, quando permitimos que eles sejam eles mesmos.

(Brahma Kumaris)

sábado, 22 de julho de 2017

Porque hoje é sábado



Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti, como de mim.

Perde-se a vida, a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz, seria
Matar a sede com água salgada.

(Miguel Torga)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Entre aspas



Quando você se der conta de como todas as coisas são perfeitas, você jogará a cabeça para trás e dará uma risada para o céu.
(Buda)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Contando um conto



Um dia, numa bela manhã de sol, um sábio é procurado por seu aprendiz interessado, que lhe pergunta:
Mestre, qual o significado da amizade?
O mestre lhe aponta três árvores visíveis de onde se encontravam e, responde:
Observe estas três árvores.  São diferentes: numa há flores bonitas e perfumadas; noutra, notamos frutos que chegam a dobrar seus galhos; e na última há somente folhas misturadas numa variedade de cores.
Subiram então em um penhasco de onde podiam ter  uma visão panorâmica e,  o mestre perguntou ao seu aprendiz:
O que vê você aqui de cima?
Vejo apenas que essas árvores cresceram próximas e  independentes, porém suas copas se fundem, produzindo uma única sombra, respondeu o aprendiz.
O mestre concluiu, então:
Esse é o verdadeiro significado da amizade: diferenças que crescem juntas, mas que quanto maiores mais próximas ficam, produzindo  na força da união uma única sombra, um único abrigo, um pomar de refazimento de forças e um refrigério para os olhos,  para a alma e para o coração.
Os amigos são como árvores diferentes, mas que crescem próximas; quanto mais crescem, mais se unem, refletindo uma única força, uma nova descoberta a cada encontro; é como a sombra que se dilata quando as copas das árvores se aproximam.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Coisas d'alma



Quando falo dessas
pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela,
uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem
diante das minhas janelas,
e outros, finalmente,
que é preciso aprender a olhar,
para poder vê-las assim.

(Cecília Meireles)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Palavras



Aproveite os maus momentos para descobrir o que o faz tremer.
Aproveite os bons momentos para encontrar seu caminho até a paz.
Mas não pare nem por temor, nem por alegria: o caminho do arco é um caminho sem fim.
(P.Coelho)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Luz da semana



Harmonia, bem-estar e realização são possíveis quando a consciência é universal e inclusiva, quando reconhecemos as necessidades de todas as coisas na vida e damos a elas espaço para expressar seu direito básico de ser. 
Quando as pessoas são exclusivas, quando o fundamento da sua identidade é baseada no ego e na superioridade, a harmonia se perde. A razão do conflito é sentir-se no direito de dominar ou suprimir outros por sentir-se melhor do que o outro. Mas a crença de suplantar os outros para provar o autovalor ou uma ideia, ultrapassa o princípio básico da vida: a complementaridade. Quando aprendemos a complementar e não competir, há paz e autorrespeito. 
Autorrespeito significa reconhecer-me como sou e cumprir o meu objetivo, sem prejudicar outros ou me comparar com outros.

(Brahma Kumaris)

sábado, 15 de julho de 2017

Porque hoje é sábado



A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Um pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

(Miguel Torga)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Entre aspas



As pessoas dizem que andar sobre a água é um milagre, mas para mim andar em paz na terra é o verdadeiro milagre.

(Thich Nhat Hanh)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Contando um conto



Havia um mosteiro no alto de uma montanha onde viviam muitos monges, de diversas idades e origens.

Ali eles meditavam, entoavam mantras, liam os textos sagrados, trabalhavam uns para os outros, e cuidavam da natureza.

Uma vez, um visitante veio conhecer o mosteiro, e para isso um monge foi designado para guiá-lo.

Os dois caminhavam e o visitante ficou encantado com a simplicidade, a paz e a beleza do lugar.

Ele então vira-se para o monge e pergunta: Mas diga-me aqui todos são assim, pacíficos, tranquilos? Não vejo ninguém ansioso, apressado, este lugar é um paraíso, quem dera se o mundo lá fora fosse assim também, pura paz, harmonia e tranquilidade. Todos trabalhando serenamente, com o coração aberto e plenamente conscientes.

O monge então diz: Venha comigo que lhe mostrarei uma coisa importante.

Eles foram caminhando até o refeitório, e ali eles viviam de modo muito simples. Se alimentavam somente uma vez ao dia, e naquele dia o alimento era uma cuia de sopa de grão de bico.

Os dois chegaram até a porta e ficaram observado os monges se alimentando.

Havia um que orava enquanto se alimentava: Agradeço por este alimento. Com ele posso trabalhar, experimentar a vida e a bênção de viver. A luz do sol, a terra, a chuva, as mãos que fizeram crescer esse grão de bico, manifestam toda a criação, a radiância da natureza inteira em cada grão. Esta deliciosa sopa, que irá alimenta meu corpo, e me dará energia para o trabalho e para a meditação. Gratidão por este alimento sagrado. Sou grato eternamente.

Havia um que comia em absoluto silencio. Nada dizia. Puro silêncio.

E havia um que reclamava sem cessar: Que droga isso! Mais um dia comendo essa coisa sem gosto nenhum! Essa sopa de grão de bico de novo? Isso vai acabar comigo mais cedo ou mais tarde! Quem aguenta isso? Me dê uma comida de verdade! Assim desse jeito prefiro passar fome!

O monge e o visitante ficaram ali observando os três em silêncio.

Eis que o monge se vira para o visitante e diz:

-Vê como a vida é como esta sopa o grão de bico?

Ela se dá a todos igualmente, mas como cada um a vê é que a torna um céu, uma realidade neutra, ou um inferno.

Na verdade, nada acontece ao grão de bico, ele apenas se dá, está ali, nada mais.

Porém, as interpretações da mente, estas são infinitas e não é só no mundo que encontramos isso.

Você acabou de ver, o céu e o inferno acontecem dentro da mente, nada acontece fora.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coisas d'alma



Existe algo mais puro e grandioso do que as palavras ditas pela boca. 
O silêncio ilumina as nossas almas, sussurra aos nossos corações e os aproxima. O silêncio separa-nos de nós mesmos, leva-nos a planar no firmamento do espírito, e aproxima-nos do paraíso; faz-nos sentir que os corpos não são mais do que prisões e que este mundo é apenas um exílio.
(Khalil Gibran)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Palavras



Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: o que há no fundo de tudo é um ato de decisão individual, um ato de escolha.
(Agostinho da Silva)