segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Luz da semana



Aprender a falar a si é um empenho espiritual. 
Pensamentos do passado e preocupações com o futuro não geram uma boa conversa. 
Ao invés disso, aprenda a falar com sua mente como se ela fosse uma criança: fale a ela com amor. Se você forçar uma criança a sentar, ela não sentará. 
Uma boa mãe sabe como convencer seu filho a fazer o que ela quer. Seja uma boa mãe para sua mente, ensine a ela bons pensamentos, e assim, quando você disser a ela para ficar tranquila, ela ficará. 
Ame sua mente. 
Permaneça feliz.
(Brahma Kumaris)

sábado, 23 de setembro de 2017

Porque hoje é sábado



A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. 
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
(Cecília Meireles)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Palavras




O que mata um jardim não é o abandono. 
O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.
(Mario Quintana)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Luz da semana



Quando ficamos em solitude, entramos profundamente dentro de nós mesmos. 
Há uma riqueza interior que nos faz sentir bem sobre nós mesmos. 
Quando você realmente reconhece o eu interior, então você pode acessar toda a riqueza do eu. Você percebe essa riqueza quando você não desperdiça tempo, energia e dinheiro. Tudo isso tira você da quietude da mente. 
Não há quietude quando há tantas atrações. Precisamos permanecer em introversão, tornar o intelecto puro e a mente pacífica. Reconhecer a verdade dentro do eu e renascer disso.
(Dadi Janki)

sábado, 16 de setembro de 2017

Porque hoje é sábado



Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! 
Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. 
Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar. 
Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir
no vento e no mar, e meios para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu. 
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos, nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. 
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.
Minha vida seja digna da tua presença. 
Meu corpo seja digno da terra, tua cama. 
Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o sol, para que eu te possa adorar em mim; 
e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; 
e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Entre aspas



Vida é aproveitar os momentos de tranquilidade e rir um pouco. 
O resto tem que ser aguentado, os altos e os baixos, é preciso aguentar. 
A vida é um sopro.
(Oscar Niemeyer)

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Contando um conto



Conta uma velha lenda hindu que outrora todos os homens eram deuses, mas abusaram de tal modo da sua natureza divina que Brahma, o Senhor dos deuses, decidiu retirar-lhes esse poder divino e escondê-lo em lugar onde lhes fosse impossível encontrá-lo. 
O problema, contudo, era encontrar esse esconderijo. Brahma convocou, pois, todos os deuses menores a fim de resolver este problema, e a sugestão que eles lhe deram foi enterrar a divindade do homem bem no fundo da terra. Mas Brahma respondeu-lhes que isso não seria suficiente pois o homem escavaria a terra e acabaria por reencontrar a sua natureza divina. 
Então os deuses sugeriram que se atirasse para o fundo do mar a natureza divina do homem. E de novo Brahma lhes respondeu que, mais tarde ou mais cedo, o homem exploraria as profundezas do mar e a recuperaria. 
Os deuses menores já não sabiam que outros lugares poderiam existir, quer na terra quer no mar, onde o homem não conseguisse chegar um dia. 
Então Brahma disse: "Vamos fazer o seguinte com a natureza divina do homem: vamos escondê-la bem no fundo de si mesmo, pois será esse o único lugar onde o homem nunca a irá procurar."
E, desde esse dia, segundo conta a lenda, o homem tem percorrido e explorado o mundo, subido às montanhas mais altas e descido às grandes profundezas da terra e do mar, sempre à procura do que está dentro de si próprio.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Coisas d'alma


Que seja assim!
Tardes que caem para que nasçam as noites.
Acordes que terminam para que a pausa prepare
o som que virá.
A vida e seu movimento tão cheio de sabedoria.
Que seja assim!
Que seja sempre assim!
Esquinas que dobramos com o desejo
de alcançar outras esquinas.
Depois da chuva, o frescor.
Tudo prepara uma forma de depois,
como se o agora fosse uma passagem constante
que nos conduz com seu cordão invisível.
Eu vou.
Vou sempre [...]
(Pe.Fabio de Melo)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Palavras



O excesso de luz cega a vista.
O excesso de som ensurdece o ouvido.
Condimentos em demais estragam o gosto.
O ímpeto das paixões perturba o coração.
A cobiça do impossível destrói a ética.
Por isso, o sábio em sua alma
determina a medida de cada coisa.
Todas as coisas visíveis lhe são apenas
setas que apontam para o invisível.
 (Lao-Tsé)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Luz da semana




Um homem pacífico não é um pacifista,
ele é simplesmente um poço de silêncio.
Ele pulsa um novo tipo de energia no mundo,
ele canta uma nova canção.
Ele vive de uma maneira totalmente nova.
Sua vida é cheia de graça,
oração e compaixão.
No que quer que ele toque,
é criada uma energia amorosa.
O homem pacífico é criativo.
Ele não é contra a guerra,
porque ser contra algo
é estar em guerra.
Ele não é contra a guerra,
ele simplesmente entende porque a guerra existe.
E com esse entendimento,
ele se torna absolutamente pacífico.
Somente quando existirem muitas pessoas
que forem um poço de paz,
silêncio e entendimento pleno,
a guerra desaparecerá.
(Osho)

sábado, 9 de setembro de 2017

Porque hoje é sábado



Amar é voar sem asa,
e, porque amar é acolhimento,
amar é mudar a alma de casa.
(
Mario Quintana)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Entre aspas



Há saudades que caminham comigo aconchegadas num lugar gostoso que a memória tem. 
São porta-joias que guardam encantos que não morrem. 
Caixinhas de música, que, ao serem abertas, derramam melodias que me fazem dançar com elas de novo. 
São saudades capazes de amenizar o frio de alguns instantes com os seus braços de sol.
(Ana Jácomo)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Contando um conto



(Prefiro uma historinha contada assim, pra sonhar que o Brasil continua sendo um lindo país)



Era uma vez um lindo país chamado Brasil, onde havia uma rica natureza.
Os habitantes do Brasil eram um povo bonito, bem bronzeados que tinham um cabelo bem liso e usavam poucas roupas.
Aconteceu que um dia um povo vindo lá da Europa chegou ao Brasil e se sentiu dono daqui.
Quando os portugueses chegaram, descobriram que o Brasil tinha muitas riquezas, muito ouro. Então, eles enchiam as naus de ouro e levavam para Portugal.
Certa vez, veio um principezinho de Portugal morar aqui no Brasil.
O povo gostava muito dele e quando sua família teve que regressar a Portugal, o povo foi às ruas gritando:
- Fica Pedro! Fica Pedro!
Então o Pedro falou:
- Se for para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que eu fico!
Pedro casou-se com uma linda jovem, a princesa Leopoldina.
Um dia ela recebeu a visita do conselheiro José Bonifácio, que disse que Portugal exigia que ele voltasse para lá.
Leopoldina então disse que não era aquilo que seu marido desejava e iria escrever um bilhete para ele.
Dom Pedro que estava molhando os pés lá nas margens do Ipiranga falou:
- Soldados, a corte portuguesa quer nos ecravizar. Laços fora, guerreiros! A partir de hoje não servimos mais a Portugal. Ou o Brasil fica livre ou morremos por ele. Independência ou morte!
E todos gritaram:
-Independência!
E a partir daquele dia raiou a liberdade no horizonte do Brasil!
(texto retirado da internet)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Coisas d'alma



Prática espiritual não significa apenas sentar e meditar.
Prática é olhar, pensar, tocar, beber, comer, e falar.
Cada ato, cada respiração e cada passo pode ser uma prática e pode nos ajudar a nos tornarmos mais nós mesmos.
(Thich Nhat Hanh)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Luz da semana



Não somos ilhas separadas por mares revoltos. 
Somos as contas de um rosário unidas pelo fio do amor. Quanto mais limpas e honestas as contas, mais próximas elas se tornam. 
As diferenças de personalidade, atitudes e visões deixam de ser motivos de conflito e passam a ser os meios para se criar harmonia.
Quando cada conta obtém vitória sobre as negatividades contidas em si, nos outros, nas situações e nas vibrações, o rosário da vitória é formado.
(Brahma Kumaris)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Contando um conto



Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. 
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. 
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. 
Como eles admiravam estarem juntos! 
Até que tudo se transformou em não. 
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. 
Então a grande dança dos erros. 
O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. 
Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. 
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. 
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Coisas d'alma






A felicidade é sua natureza. 
Não é errado desejá-la. O que é errado é procurar fora quando ela está dentro.
(Buda)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Contando um conto



Disse a anciã curandeira da alma:
Não doem as costas, doem as cargas. 
Não doem os olhos, dói a injustiça. 
Não dói a cabeça, doem os pensamentos. 
Não dói a garganta, dói o que não se expressa ou se exprime com raiva.
Não dói o estômago, dói o que a alma não digere. 

Não dói o fígado, dói a raiva contida. 
Não dói o coração, dói o amor. 
E é precisamente ele, o amor mesmo, quem contém o mais poderoso remédio.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Coisas d'alma



E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
(Miguel Sousa Tavares)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Palavras



Milhares de velas podem ser acesas com uma vela, e a vida dessa vela não será menor. 
A felicidade nunca diminui quando você a divide com outras pessoas.
(Sabedoria Budista)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Luz da semana



O homem pode ser feliz, mais feliz que os pássaros, mais feliz que as árvores, mais feliz que as estrelas, porque o homem tem algo que nenhuma árvore, nenhum pássaro, nenhuma estrela tem.
O homem tem consciência.
Mas, quando você tem consciência, então duas alternativas são possíveis: ou você pode tornar-se infeliz, ou você pode tornar-se feliz.
A escolha é sua.
E algo aconteceu com essa liberdade. Alguma coisa está errada. O homem está, de uma certa maneira, de cabeça para baixo.
(Osho)


sábado, 19 de agosto de 2017

Porque hoje é sábado



Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.

(Pablo Neruda)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Entre aspas



A imagem das coisas tem muito a ver com a pessoa que somos, com o olhar que temos, com a sensibilidade que transportamos dentro de nós.
(José Saramago)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pensamentos daqui e dali



Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. 
Estava desempenhado , de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.
(Mia Couto)

Contando um conto



Um Mestre budista viajava a pé com seus discípulos, quando reparou que discutiam entre si quem era o maior entre eles.
Pratico meditação há quinze anos - dizia um.
Faço caridade desde que saí da casa de meus pais - dizia outro.
Sempre segui os ensinamentos de Buda - dizia um terceiro.
Ao meio-dia pararam à sombra de uma macieira para descansar. Os galhos estavam carregados e vergavam até o chão com o peso das frutas.
Então, quando todos se calaram, o Mestre falou:
Vejam, meus discípulos, quando uma árvore está carregada de frutos, seus ramos se abaixam e tocam o chão. 
Desta maneira, o verdadeiro sábio é aquele que é humilde. 
Quando uma árvore não tem frutos, seus ramos são arrogantes e altivos. 
Desta maneira, o tolo sempre se crê maior que seu próximo.